O leite materno é um alimento perfeito para dar e doar!

Você tem leite materno para dar e doar? Ou conhece quem tem? Pequenos prematuros lutam pela vida em UTIs em todo o Brasil, e dependem da doação do leite materno excedente de lactantes. Esse ato de amor salva vidas, e toda a quantidade doada é muito valiosa.

Dia 19 de maio é o dia mundial de doação de leite materno, e celebramos compartilhando informações. Então acompanhe aqui o passo a passo da extração e armazenamento do leite materno que pode ser doado ao banco de leite humano mais próximo da sua casa, ou reservado para dar para o seu bebê caso precise estar ausente dele por algum momento, como na volta ao trabalho por exemplo. Se ficar alguma dúvida ainda, deixe aqui nos comentários.

PREPARO DO FRASCO PARA GUARDAR O LEITE:
• Lave um frasco de vidro de boca larga com tampa de plástico (tipo de café solúvel), retirando o rótulo e o papel de dentro da tampa.
• Coloque o frasco e a tampa em uma panela, cobrindo-os com água.
• Deixe ferver por 15 minutos, contando o tempo a partir do início da fervura.
• Escorra-os com abertura voltada para baixo, sobre um pano limpo, até secar.
• Você pode usar os frascos para doar seu leite ou conservar o leite para alimentar seu próprio bebê, caso volte ao trabalho, etc.

HIGIENE PESSOAL ANTES DE INICIAR A COLETA:
• Use o cabelo preso, preferencialmente coberto por uma touca ou lenço.
• Coloque uma máscara ou pano, cobrindo seu nariz e sua boca.
• Lave suas mãos e braços até os cotovelos com muita água e sabão.
• Lave as mamas apenas com água abundante.
• Seque as mãos e as mamas com toalha limpa.

LOCAL ADEQUADO PARA RETIRAR O LEITE:
• Escolha um local confortável, limpo e tranquilo.
• Forre uma mesa com pano limpo para colocar o frasco e a tampa.
• Evite conversar durante a retirada do leite.

COMO RETIRAR O LEITE DAS MAMAS:
• Massageie as mamas com a ponta dos dedos, fazendo movimentos circulares no sentido da parte escura da mama (aréola) para o corpo.
• Coloque o polegar acima da linha em que acaba a aréola, e os dedos indicador e médio abaixo da aréola.
• Firme os dedos e empurre para trás, em direção ao corpo, e aperte o polegar contra os outros dedos até sair o leite.
• Despreze os primeiros jatos ou gotas, em seguida abra o frasco e coloque a tampa sobre a mesa forrada com um pano limpo, com abertura para cima.
• Colha o leite no frasco, colocando-o debaixo da aréola e após terminar a coleta, feche bem o frasco.

COMO GUARDAR O LEITE RETIRADO:
• Anote na tampa a data e hora que realizou a primeira coleta do leite e guarde imediatamente no freezer ou no congelador o frasco fechado, e se ele não ficou cheio, você pode completa-lo em um outro momento.
• Para completar o volume do leite no frasco já congelado, utilize um copo de vidro previamente fervido por 15 (quinze) minutos. Após a fervura escorra-o com a abertura voltada para baixo, sobre um pano limpo, até secar.
• Coloque o leite recém extraído neste copo sobre o que já estava congelado, até faltarem dois dedos para encher o frasco, e guarde novamente o frasco imediatamente no freezer ou congelador.
• Quando o vidro estiver completo você deve ligar para o banco de leite humano. Mesmo que o vidro não esteja completo até 10 dez dias da primeira coleta, a mãe pode fazer o contato com o banco de leite para a doação, pois toda a quantidade é muito importante.

COMO CONSERVAR O LEITE COLETADO?
• O leite humano extraído para doação deve ser conservado sempre em freezer ou congelador da geladeira, por até 10 (dez) dias. Neste período deve ser transportado para o BLH.
• Para consumo do seu próprio bebê, no caso de a mãe ser obrigada a se ausentar por algum período, o leite pode ser conservado em freezer ou congelador por prazo máximo de 15 (quinze dias), após este período deve ser descartado.
• Em geladeira, o período máximo para conservação do leite humano é de 12 (doze) horas, após este período o leite deve ser descartado.
• Não se ferve nem se utiliza forno de micro-ondas para descongelar ou aquecer o leite humano. Se você precisar descongelar ou aquecer o leite humano para oferecer ao seu bebê, precisa ser feito com o frasco fechado, em banho maria com fogo desligado.
• Todo leite descongelado nunca pode ser congelado novamente.

Com carinho, Dra Tati Lemos

18 de maio! Dia nacional de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

O mês de maio é conhecido como “maio laranja” pois une ações de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. E 18 maio, o dia nacional de combate a essa violência. Esse dia foi escolhido porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória, no Espírito Santo, um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Ela tinha apenas oito anos de idade, quando foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade. O crime até hoje está impune.
Infelizmente todos os dias ainda acontecem casos, e os dados mostram que a maioria das ocorrências é dentro dos lares, sendo os agressores os próprios familiares ou pessoas do convívio da criança.
A maioria dos agressores sexuais são homens adultos, mas mulheres e adolescentes também violentam. Quando menores, os meninos são os mais atingidos (estatisticamente), e conforme crescem, as meninas são os maiores alvos.
De mãos rendidas e caladas a maioria delas suporta silenciosamente até por anos e as marcas levam por toda a sua vida, no corpo e na alma. Com medo não denunciam, aliciadas e seduzidas em sua inocência abrem as portas de um mundo que ainda não é seu, da sexualidade.
O medo, a vergonha, a culpa, e a impunidade ainda são grandes desafios que levam ao silêncio e à subnotificação dos casos.
Por isso precisamos estar atentos a alguns sinais importantes que podem indicar que seu filho, vizinho, aluno, paciente esteja sofrendo abuso sexual.

  1. Mudanças de comportamento
    O primeiro sinal é uma possível mudança no padrão de comportamento da criança, como alterações de humor entre retraimento e extroversão, agressividade repentina, vergonha excessiva, medo ou pânico. Essa alteração costuma ocorrer de maneira imediata e inesperada. Em algumas situações a mudança de comportamento é em relação a uma pessoa ou a uma atividade em específico.
  2. Proximidades excessivas
    A violência costuma ser praticada por pessoas da família ou próximas da família na maioria dos casos. O abusador muitas vezes manipula emocionalmente a criança, que não percebe estar sendo vítima e, com isso, costuma ganhar a confiança e oferecer presentes, fazendo com que ela se cale.
  3. Comportamentos infantis repentinos
    É importante observar as características de relacionamento social da criança. Se o jovem voltar a ter comportamentos infantis, os quais já abandonou anteriormente, é um indicativo de que algo esteja errado. A criança e o adolescente sempre avisam, mas na maioria das vezes não de forma verbal. Pode haver enurese noturna (perda de xixi durante o sono) e encoprese (perda de fezes) em crianças que anteriormente já tinham controle dos esfíncteres.
  4. Silêncio predominante
    Para manter a vítima em silêncio, o abusador costuma fazer ameaças de violência física e mental, além de chantagens. É normal também que usem presentes, dinheiro ou outro tipo de material para construir uma boa relação com a vítima. É essencial explicar à criança que nenhum adulto ou criança mais velha deve manter segredos com ela que não possam ser compartilhados com pessoas de confiança, como o pai e a mãe, por exemplo.
  5. Mudanças de hábito súbitas
    Uma criança vítima de violência, abuso ou exploração também apresenta alterações de hábito repentinas. O sono, falta de concentração, aparência descuidada, entre outros, são indicativos de que algo está errado.
  6. Comportamentos sexuais
    Crianças que apresentam um interesse por questões sexuais ou que façam brincadeiras de cunho sexual e usam palavras ou desenhos que se referem às partes íntimas podem estar indicando uma situação de abuso.
  7. Traumatismos físicos
    Os vestígios mais óbvios de violência sexual em menores de idade são questões físicas como marcas de agressão, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez. Essas são as principais manifestações que podem ser usadas como provas à Justiça.
  8. Enfermidades psicossomáticas
    Unidas aos traumatismos físicos, enfermidades psicossomáticas também podem ser sinais de abuso. São problemas de saúde, sem aparente causa clínica, como dor de cabeça, erupções na pele, vômitos e dificuldades digestivas, que na realidade têm fundo psicológico e emocional.
  9. Negligência
    Muitas vezes, o abuso sexual vem acompanhado de outros tipos de maus tratos que a vítima sofre em casa, como a negligência. Uma criança que passa horas sem supervisão ou que não tem o apoio emocional da família estará em situação de maior vulnerabilidade.
  10. Frequência escolar
    Observar queda injustificada na frequência escolar ou baixo rendimento causado por dificuldade de concentração e aprendizagem. Outro ponto a estar atento é a pouca participação em atividades escolares e a tendência de isolamento social.

Neste momento de pandemia a situação é mais preocupante, pois ausentes do convívio presencial escolar, muitas crianças acabam permanecendo reclusas ao seu local de violência. Por isso, se houver a suspeita de que uma criança ou adolescente esteja sendo vitima de abuso sexual, ligue gratuitamente no dique 100, ou procure o conselho tutelar ou a DPCAMI (delegacia de proteção à criança, adolescente, mulher e idoso) do seu município. Juntos por uma infância protegida, somos sua voz.

Com carinho, Dra Tati Lemos

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