As telinhas e o sono das crianças

Dormir não é perda de tempo. Embora crianças lutem contra ele para aproveitar o máximo do tempo para brincar, e os adultos o negligenciem tanto em favor do trabalho ou de entretenimento, este é um hábito que precisamos tornar mais saudável em todas as gerações.  

A combinação do sono com os aparelhos eletrônicos e as telas pode ser muito prejudicial. Por isso a OMS e Sociedade Brasileira de Pediatria tem apresentado as orientações de tempo limite desta exposição para cada faixa etária. 

Até os dois anos a recomendação é não exposição às telinhas! Parece utópico nos tempos de hoje quando muitos bebês já não fazem suas refeições se não estiverem hipnotizados por um desenho no celular. Mas vamos lembrar que a humanidade chegou até aqui sem essa tecnologia? 

Até os cinco anos a orientação é de exposição de 1 hora por dia, sempre sob supervisão dos pais, e a partir desta idade, em torno de 2 horas ao dia, também sob supervisão dos pais. 

No entanto por conta da pandemia, da ausência do convívio escolar das crianças e a necessidade do distanciamento social, houve um incremento do tempo de tela que as crianças e adolescentes estão expostos. Especialmente os em idade escolar que estão cumprindo as aulas em EAD estão conectados muitas horas do dia. Então, ainda que uma flexibilização nestes limites seja inevitável, também não podemos negligenciar os efeitos negativos deste contexto sobre o sono. 

Primeiro, a luz emitida pela tela destes dispositivos inibe a liberação da melatonina, um hormônio responsável por avisar seu corpo que ele precisa dormir. O sono é indispensável ao bom equilíbrio das funções cerebrais, habilidades adquiridas, sedimentar os conhecimentos e aprendizados do dia, além de ter relação com a defesa imunológica de cada indivíduo. Para um bom ciclo de sono-vigília devemos manter a luminosidade natural do dia, e ao anoitecer, preservar o ambiente sem luz para iniciar o sono. A melatonina é naturalmente secretada ao escurecer, e infelizmente tem sido bloqueada por hábitos ruins de rotinas pré-sono, e buscada com frequência como alternativa medicamentosa buscando burlar os processos fisiológicos. 

Depois, devemos lembrar que especialmente entre os pequenos, não há clara distinção entre o real e o virtual. Embora eles estejam com o corpinho parado, seu cérebro está excitado demais, inundado com uma imensa gama de estímulos visuais e sonoros, e isto vai impactar negativamente na qualidade do seu sono. 

Um estudo recente com 900 crianças em idade pré-escolar feito pela EPM/Unifesp com crianças entre 4 e 6 anos demonstrou que o uso excessivo de mídias de tela aumentou o risco de sedentarismo, habilidades motoras mais pobres e redução das horas de sono. Essas crianças já tinham tempo de tela diário médio de 3 horas antes da pandemia, e esse número subiu para no mínimo 6 horas ao dia. Esse número era ainda maior em algumas famílias, e os impactos negativos proporcionalmente cada vez maiores. 

Então, vamos refletir sobre a qualidade do nosso sono e fazer boas escolhas! 

4 Razões para você não usar mais andador de bebê:

Usar andador de bebê faz mal? É uma pergunta muito frequente das famílias. Esse equipamento já é proibido em muitos lugares, e contraindicado no Brasil pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Vou te mostrar 4 razões importantes para você não usar mais o andador com seu bebê:

1 – Risco de acidentes. Sabia que 1 a 2 em cada 3 crianças que usam andador já sofreram acidentes com traumas graves? Quedas e queimaduras são as mais comuns. Caem do próprio andador quando o escalam, de degraus, mezaninos, escadarias, rampas, etc. Queimam-se no acesso a tomadas, fogão, superfícies ou líquidos quentes. Afogamentos também são frequentes quando as crianças tem acesso a baldes, banheiras, etc, e viram-se sobre estes lugares com o andador. Vários estudos já mostraram que cerca de 70% das crianças que sofreram traumatismos com andadores estavam sob a supervisão de um adulto.

2 – Atraso do desenvolvimento. A criança não está se desenvolvendo mais rápido porque “atravessa a sala no andador aos 8 meses”. Não se engane!!! Pelo contrário. Nesse momento em que ela precisava estar explorando os ambientes, se arrastando, fortalecendo a musculatura das pernas, tentando engatinhar e andar com apoio, ela está simplesmente suspensa em um equipamento que traz a ela uma velocidade que depois a frustra quando ela não atinge sozinha no chão. Bebês que utilizam andadores levam mais tempo para ficar de pé e caminhar sem apoio. Além disso, engatinham menos e têm escores inferiores nos testes de desenvolvimento. 

3 – Atrapalha o processo de aprender a caminhar, pois no andador a pisada não é natural. A criança apoia a ponta dos pés e se arrasta com a ajuda das rodinhas do equipamento, algo bem diferente do processo de andar, quando ela precisaria apoiar totalmente o seu pé no chão. 

4 – Prejuízos nas articulações da bacia e membros inferiores e na coluna podem acontecer pelo uso do equipamento quando a criança ainda não sustenta a coluna com firmeza, e por não favorecer o mesmo fortalecimento da musculatura que o se arrastar, engatinhar e andar com apoio fornece. 

Desta forma, os andadores de “empurrar”, semelhantes a um carrinho de compras, são menos prejudiciais mas exigem o uso sob vigilância contínua de um responsável, por conta dos tomos eventuais. 

Entendo que você deseja o melhor para seu filho, e vê-lo “independente correndo” pela casa num brinquedo colorido parece ser uma boa opção. Mas saiba que um tapete de borracha e alguns brinquedos no chão são mais baratos, seguros, e uma melhor forma de estimular o desenvolvimento saudável do seu pequeno. Permita que ande apoiado a locais firmes como um sofá, caminhe com ele pela mão, e logo logo estará caminhando de verdade por aí. Confere num outro post aqui no blog onde explico quando é esperado que o bebê caminhe sozinho! Conhecer cada fase do seu desenvolvimento normal vai trazer segurança ao seu filho e ao seu coração.

Se ficou ainda alguma dúvida pode deixar aqui nos comentários, e compartilha essa informação com quem mais precisa saber. 

Usar andador de bebê faz mal?

Tenha rotinas!

Já percebeu que a palavra rotina carrega uma pecha de algo chato, monótono, castrador da criatividade e da liberdade? Não acredite nisso.

A verdade é que termos ou não rotinas na nossa vida, fará a diferença entre o caos e a produtividade. Mesmo as crianças precisam delas, e desde pequenas! Quando não as tem, é mais difícil organizarem o sono, refeições, rendimento escolar, etc. Sua rotina não precisa ser triste, ela pode ser alegre, dinâmica, conter o que você gosta de fazer, e ter espaço para momentos de solitude ou mesmo de não fazer nada!

Mas estabelecer hábitos, programar minimamente os seus dias, e organizar suas atividades será libertador! Como assim?Experimente!

Já de início você perceberá a necessidade de estabelecer prioridades práticas ao decidir o que vai fazer e o que vai precisar deixar de fora no seu dia. Esse por si já é um passo de maturidade!

Depois, perceberá que saber qual o próximo passo te economiza tempo, e essa é a moeda mais valiosa da vida. Seu cérebro automaticamente vai direcionar energia para produzir melhor, antecipar tarefas, e logo você vai ter necessidade de reestruturar uma nova rotina 🥰.

Não somos máquinas! Haverá dias mais difíceis, cansativos, ou momentos que simplesmente não alcançamos as metas! Desistir então? Porque? Assim como o sol todas as manhãs renasce, ainda que oculto pelas densas nuvens, recebemos todos os dias um novo dia de presente pra recomeçar!

Aproveita agora, e dê o start! .

Salmos 90:12 Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.

Nosa infância, desprotegida…

Nossa infância, desprotegida… 😢

Que drama acompanhamos nos últimos dias. Eram 3:40h da manhã, perdi o sono pensando em como falhamos com nossas crianças! Ela tem 10 anos, e dentro de sua própria casa, onde deveria ser seu lugar de segurança e amor, onde deveria ter a oportunidade de construir memórias em família e fortalecer sua identidade ela foi violentada nos últimos anos💔! Por anos, e ela não está sozinha nessa tragédia!! Milhares de outras meninas vivem o inferno dentro de casa agora mesmo. Caladas, violadas no corpo e na alma… Na pandemia, sem a escola que é uma grande aliada na denúncia de suspeita de abuso em crianças, as estatísticas de denúncia de casos caiu, mas infelizmente entendemos que não foi pela redução da violência🖤. Esse caso resultou ainda em uma gestação, descoberta apenas aos 5 meses de evolução por profissionais de saúde, quando procuraram um atendimento médico por dor abdominal… Como falhamos na proteção da infância. No primeiro ano da minha residência médica no HIJG eu atendi na emergência uma menina de 12 anos, com queixas urinárias, e quando levantei sua blusinha pra examinar, dei de cara com a barriguinha de uma gestante, com a “linha nigrans” bem evidente e o útero na altura do umbigo, uma gestação em torno de 20 semanas, nunca vou me esquecer dessa cena… lembro até hoje que sua mãe queria me “avançar” quando eu perguntei “se ela tinha um namorado?”, inexperiente, recém formada, tentando chegar na questão que me espantou: a mãe não percebeu a gestação da menina?? Não… ela não tinha percebido ainda… Como falhamos em proteger a infância!!😭 Nesse pano de fundo de um drama nacional, disputa de opinião, de imagens exclusivas de uma vida totalmente exposta e desprotegida, segue foragido um tio, adulto, abusador, impune, como nós falhamos!!E a discussão gira então em torno do aborto. Ah gente, do fundo da minha alma eu reconheço, que drama! Posso entender que muitos desejem apagar imediatamente da vida dela o fruto do abuso💔. Imaginar uma menina de 10 anos gestante de um estupro, gritando dizendo que não quer mais a gestação como foi veiculado nos jornais, que tragédia! Mas nós somos os adultos aqui, deveríamos ser os maduros, quem dá a direção a ela. Ou vamos parar a quimioterapia porque ela não quer mais tratar (acompanhei a onco na residência e num estágio de 4meses em 2007, ainda escuto alguns pedindo para parar o tratamento…)? Ou vamos permitir que uma menina viva com seu avô abusador porque diz que se amam (relato de uma pequena de 8 anos abusada desde os 4 pelo tio avô, caso descoberto pela sífilis que ela adquiriu dele!). É claro que ela não desejaria seguir com nada que lhe trouxesse de volta ao caos da sua vida, agora que ela pode enxergar alguma saída. Porque falhamos com ela…

Mas a gente precisa se voltar para a punição do agressor, e falar sobre a responsabilidade de quem negligenciou sua segurança porque seus problemas não acabaram com o aborto. A gente precisa falar ainda que o aborto não apaga a violência que ela sofreu… não apaga😢!

Precisamos falar que dar sequencia à gestação aos 10 anos traz riscos sim, e um aborto nessa idade gestacional também, porque claramente ela não deveria gestar. Porque crianças não namoram, criança não é um adulto pequeno, a infância devia ser protegida. E nós falhamos com elas!

A gente precisa falar ainda que havia um bebê tão inocente quanto ela crescendo ali, sem voz… Ele também faz parte desse cenário. Também merecia proteção. Sendo autorizado por lei ou não, concordando ou não você com o aborto, a gente não pode minimizar a verdade de que havia um bebê ali. Um bebê se desenvolvendo, o mesmo “tipo de bebê” que a gente celebra nos ultra-sons, que se mexe, chupa o dedo, que já sente (ou só sente o bebê de uma gestação desejada?), era um bebê… Lutamos tanto para dar viabilidade a prematuros extremos, investimos milhões e cada vez surgem mais casos de sucesso em recém nascidos que há alguns anos não sobreviveriam, mas hoje superam os prognósticos. 🙁 Mas “Segundo Morais, tudo começou às 17h de domingo, com a aplicação da medicação específica para provocar a inviabilidade fetal”, Revista Época, 17/08/2020. “Inviabilidade fetal”? Precisamos falar que induzimos um óbito feta!! Dói ne? Sim, porque é uma violência também 😞

Precisamos falar que nossa sociedade recebe com pedras uma mulher que decide dar seu filho em adoção. Ei! É uma verdade, nem todas que geraram querem ser mães… muitas mulheres “ficaram com seus filhos” porque não tiveram acesso ao aborto, ou ele não foi bem sucedido. Outras entregam informalmente para avós, madrinhas, tias…

Precisamos falar que existem milhares de famílias nesse momento esperando a ligação do serviço de adoção dizendo que “seu bebê chegou”. Famílias em adoção que estão “gestantes” há anos, esperando a oportunidade de dar um lar e a proteção que essas crianças merecem e precisam tanto ❤️. Lembro de ter visto um evento programado ano passado para acolher e ajudar mulheres com uma gestação indesejada. Precisamos falar disso! Porque nem todas que entendem no aborto a única saída para sua gestação não planejada e não desejada são vítimas de estupro, ou tinham 10 anos e uma história tão trágica. Dar a oportunidade de que o bebê viva e seja acolhido em outra família não é “coisa de gente sem coração”. Precisamos falar sobre isso! ❤️

Conheço várias, várias histórias de mulheres que anos após entregar seus filhos em adoção foram atrás dessas crianças e puderam ressignificar sua história. Filhos que procuraram seus pais biológicos, tentando entender seu passado e muitas vezes reconhecendo na mãe que o entregou naquele momento, era uma mulher vulnerável, que não tinha condições de criá-lo, mas lhe permitiu a oportunidade de viver!

Também conheço muitas histórias de pessoas que nunca superaram ser abandonadas pela sua família biológica, e outras que nunca superaram ter feito um aborto no passado. Assim como muitos pais e filhos que vivem sobre o mesmo teto sem um relacionamento de verdade… 💔

Enfim… não tem uma solução fácil para problemas tão, tão, tão complexos de nossa humanidade caída. Não gosto de discussões em redes sociais, de extremismos nem de violência nas palavras. Gosto de discutir argumentos e olhar nos olhos de quem estou conversando. Celebro a liberdade de você pensar diferente, e de poder expressar o que pensa. Leio, escuto, reflito, respeito. Mas enquanto eu tiver fôlego, defenderei a vida, por que ela importa… negra ou branca, no ventre ou num leito de um asilo de idosos, da concepção ao último suspiro… e o aborto não é a única opção. Sobre essas falhas do nosso sistema, e sobre as opções pela vida, precisamos falar.

⚠️ E agir! Proteja seus filhos do abuso sexual, esteja atento aos sinais precoces de violência nas crianças ao seu redor, porque nós somos sua voz, e precisamos começar a acertar, por uma infância protegida! . Tati Lemos

Exerça a paciência

Exerça a paciência, ela é uma virtude! Eu sei, somos diferentes. Nem todos somos naturalmente pacientes, mas nem por isso privados da oportunidade de exercer a paciência nos nossos dias, se a gente quiser… Experimente! Ela vai te livrar de atos e discursos impensados, vai te mostrar que nem tudo precisa de uma reação imediata, e que entender o tempo entre a semente e o fruto nos traz a certeza de que estamos no caminho certo, ainda que os olhos não possam ver os campos que esperam a colheita.

Qantas vezes a impulsividade já te colocou em apuros, você lembra?? Vamos com mais calma… No primeiro dia provavelmente vai ser mais difícil. A gente está precisando rever um pouquinho esse nosso relógio da vida. A paciência nos ajuda a contemplar melhor o que acontece dentro e fora do nosso coração, e dominar a ansiedade que consome a geração do imediato, do on-line, do fast tudo! Tem tanta coisa passado despercebido nessa pressa toda.

Já percebeu, entre nós ela muitas vezes já recebe a pecha de defeito! Fulano é “paciente demais”!!!! Será que a gente não precisa do que lhe está sobrando? Ela e outras palavras que precisamos inserir em nossos dias: a rotina e a disciplina, mas falaremos melhor delas em outra oportunidade (paciência! 😅❤️).

E sim! Elas são virtudes. Se aplicadas com inteligência, equilíbrio, criatividade e alegria, não servem para engessar ninguém, mas nos ajudam a viver melhor o nosso tempo ❤️.

Ela cai bem do começo ao fim do seu dia. Ao lidar com o chefe, com os filhos, com os amigos. Ao responder à esposa ou ao telemarketing… Em todas as ocasiões, se bem dosada como um bom tempero, trará mais sabor aos seus dias.

Tiago 5:8 Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima.

E o sono da criançada, como vai?

Como vai o sono da criançada? 😴

A pandemia trouxe ainda mais dificuldades para muitas famílias na hora de dormir. Mas um sono de qualidade, reparador, é uma necessidade que continua indispensável para adultos e crianças. 

Se dormirem pouco ou mal, especialmente as crianças ficam mais irritadas e agitadas, perdem rendimento escolar e também sofrem impactos na imunidade. A higiene do sono é uma série de comportamentos, condições do ambiente (como luz, ruidos, etc), e outros fatores relacionados ao sono que podem afetar seu início e manutenção, e compreender esses fatores pode ser a chave para resolver alguns problemas. 

Segue algumas dicas para regularizar esse aspecto importante da rotina da sua casa. 

– Mantenha uma rotina, com horários estabelecidos para dormir e acordar. Especialmente as crianças que estudam pela manhã, deveriam preferencialmente manter seus horários de aula mesmo na pandemia. 

– Tenha persistência nas rotinas, especialmente quando já tinham problemas para dormir e estão estabelecendo novos padrões. Na maior parte das vezes não será um processo imediato. 

– Coloque preferencialmente a criança sempre ainda acordada em sua cama ou berço. Lembre-se que o ritual de sono será repetido durante a noite quando houver os despertares noturnos, normais também na infância. Se as crianças precisam ser embaladas, dormem na cama dos pais, etc, vão precisar deste mesmo processo para reiniciar o sono sempre que acordarem, e ficam muito mais inseguras se acordam em um ambiente diferente de onde dormiram (ex, dorme no colo e é colocado na cama dormindo). 

– As sonecas do dia são bem vindas até 5 anos e devem ser estimuladas, tendo o cuidado de evitar que aconteçam muito no entardecer, pois isso dificultará a manutenção das rotinas do horário do sono da noite. 

– Estabeleça desde cedo as “rotinas do sono”. Aquela sequência de atividades que mostram para a criança que está chegando a hora de dormir. O banho é um excelente marcador inicial. Traz relaxamento e inicia o processo de “desaceleração” das crianças para a hora de dormir. 

– Mudanças, doenças ou viagens podem alterar as rotinas do sono. Tudo bem. Com paciência retomamos a rotina habitual. 

– O ideal seria pelo menos duas horas antes de dormir, desligar as telas (televisão, videogame, tablets, celulares, etc), pois eles promovem um estado de excitação cerebral. Atrapalham a conciliação do sono. Aqui há frequentemente um grande equívoco dos pais, que pensam ser adequado o uso destes recursos, pois as crianças ficam “quietinhas” para dormir vidradas nas programações. Mas não se engane. Ali é apenas um corpinho parado. Seu cérebro está sendo hiper estimulado, e será mais difícil dormir bem. 

– Prefira momentos mais tranquilos e com menos estímulos à noite, como leitura, músicas mais tranquilas, massagem, conversar sobre como foi seu dia, etc. 

– Evite alimentos ou medicações estimulantes próximo da hora    de dormir, como chocolate, refrigerantes, chá mate ou cafeinados. 

– Ao anoitecer, reduza a iluminação dos ambientes, especialmente evitando a luz branca. Evite luzes acesas no quarto. Elas inibem a secreção da melatonina. Um hormônio responsável pela indução do sono. Durante as sonecas do dia a iluminação pode permanecer natural, para que desde cedo eles estabeleçam a regulação do ciclo sono-vigília. 

– Se precisar atender a criança durante a noite, use luz fraca, fale baixo e que seja breve, para evitar os estímulos. 

– Mantenha a temperatura do quarto agradável, e seja sensível aos sinais de desconforto da criança quando colocamos roupa demais e a criança tem despertares muito suada, tira sempre as cobertas durante a noite. É frequente que os pais usem mais roupas ou cobertas a noite do que a criança precise ou deseja. Também estar atento às que preferem ficar mais agasalhadas. 

– Alguns sinais para que você perceba se a quantidade de sono diária do seu filho é adequada, é quando a criança acorda sem dificuldades, sem sonolência excessiva durante o dia, e sem afetar seu humor e funções cognitivas como memória e atenção. 

Se esse conteúdo ajudou você, me conta, e compartilhe com outras famílias.

Desenvolvimento infantil de 6 a 9 meses

Seguimos falando do desenvolvimento infantil, desta vez no período de 9 a 12 meses. Conhecer os marcos do desenvolvimento desta idade (isto é, o que se espera que os bebês já consigam fazer no que diz respeito à maneira como brincam, falam, aprendem, se locomovem e interagem), é indispensável para diagnosticar precocemente algum problema neste processo, e oferecer os estímulos necessários o mais rapidamente possível. 

Lembre-se de que é um processo, e deve ser evolutivo. Quando uma criança regride em uma habilidade que já tinha alcançado, procure imediatamente uma avaliação médica (por exemplo, já sentava e agora está molinho, não senta mais sozinho,etc). 

👩🏻‍⚕️ O que esperar do meu bebê aos 9 meses?
– Já tem brinquedos favoritos, pode ter medo de estranhos e ser bem apegado a alguns familiares
– Aponta com o dedo para mostrar o que quer
– Imita sons e gestos, pode começar as primeiras palavras 
– Responde ao chamado do próprio nome
– Entende o “não”
– Procura o que você esconde, observa o caminho das coisas quando caem 
– Faz movimentos de pinça, pegando coisas pequenas com o dedo indicador e o polegar, e transfere muito bem os objetos de uma para a outra mão
– Senta totalmente sem apoio, fica de pé apoiado nas coisas, se arrasta bem ou engatinha
Estimule seus bebês brincando, lendo e cantando para eles e permita que eles explorem ambientes seguros no chão. Texturas, cores e sons são excelentes para ajudar neste processo. Lembre de cuidar com objetos pequenos ou que soltem partes que possam causar aspiração. 

Chegaram ao seu primeiro aninho? Parabéns! 
👩🏻‍⚕️ Nesta fase esperamos do seu comportamento: 
– Podem iniciar com os medos, choram se pai ou mãe vão embora
– Te mostra um livro para que leia pra ele ou objeto para que brinque, abra, etc
– Começa a ajudar a se vestir
– Repete sons e reações para receber atenção 
– Responde às ordens simples com dá, pega, vem, etc
– Tenta repetir suas palavras, fala “mama”, “papa”, etc
– Dá tchau, balança a cabeça para o “sim” e “não”
– Olha corretamente para a parte do corpo, imagem ou objeto quando você menciona o nome
– Coloca e tira objetos de uma caixa
– Encontra objetos escondidos facilmente
– Cutuca com o dedo indicador 
– Senta sem ajuda, anda bem apoiado, alguns já caminham sem apoio 

Atenção para os riscos de acidentes nesta idade. Mantenha os objetos cortantes e produtos de limpeza e tóxicos fora do alcance deles, cuidado com as escadas, janelas e portas que dão acesso ao exterior. 

Meu desejo é que aproveitem muito essa fase do desenvolvimento dos seus filhos. Eles estão crescendo tão rápido ne? 
Se ficou ainda alguma dúvida pode deixar aqui nos comentários. 
Logo traremos os marcos de 18 e 24 meses, e se você quiser ter acesso ao que esperar até os 6 primeiros meses, encontra num post anterior. 

Crianças podem usar máscaras?

👩🏻‍⚕️🎬😷👧🏻👦🏻 As máscaras caseiras estão indicadas para reduzir a contaminação entre as pessoas pelo novocoronavírus, para a “proteção do outro”. Elas tem um papel importante na contenção da pandemia, mas atenção: não devem ser usadas em crianças menores de 2 anos ou em pessoas com dificuldade para respirar, ou que estejam inconscientes ou incapacitadas. As vias aéreas do bebê são menores, então respirar através de uma máscara é ainda mais difícil para eles, aumentando o risco de sufocamento, pois especialmente quando eles não tem coordenação para removê-la se estiverem asfixiados. Os menores de 2 anos tem maior propensão a ficar colocando as mãos na máscara o tempo todo (que é contra indicado), e dificilmente a utilizariam da maneira correta. Isso aumenta o risco de contaminação, anulando também justamente a indicação do uso delas. Então proteja seus bebês evitando saídas desnecessárias, lavando sempre suas mãos e garantindo o uso das máscaras pelas outras pessoas ao seu redor.

Assista o vídeo e fique por dentro de mais detalhes, e como ajudar os pequenos a se acostumar com o nosso acessório do nosso vestuário.

Desenvolvimento infantil de 0 a 6 meses.

👩🏻‍⚕️👶🏻 Toda criança tem seu tempo? Cuidado com essa afirmação. É verdade que somos únicos, e desde a gestação, nascimento prematuro, infecções ou internações, e as questões familiares podem interferir no processo de desenvolvimento de cada criança. Mas leia até o final e acompanhe o desenvolvimento do seu pequeno. Perceber atrasos neste processo permite diagnosticar e iniciar mais precocemente os estímulos que eles precisem. 

👩🏻‍⚕️ Os marcos do desenvolvimento são algumas coisas que a maioria dos crianças saudáveis já devem conseguir fazer em cada idade, a respeito de como brinca, aprende, fala, age e se movimenta. Tudo isso é importante para perceber se estão se desenvolvendo bem ou se há algum sinal de alerta. 
A partir de hoje vamos conversar sobre esses sinais do desenvolvimento infantil. 

👩🏻‍⚕️ Aos 2 meses de idade, o que devo esperar que meu bebê já seja capaz de fazer?
– Consegue olhar e fixar brevemente nos olhos das pessoas
– Começa a seguir os objetivo com os olhos e prestar atenção nas pessoas
– Começa a sorrir
– Já jaz alguns barulhos e gorgoleja
– Vira a cabecinha na direção de sons
– Leva as mãozinhas à boca
– Pode sustentar sua cabeça e elevar o tronco se ficar de bruços 

👩🏻‍⚕️ Desenvolvimento esperado para os bebês em torno dos 4 meses de vida:
– Já sorri espontaneamente e corresponde sorriso das pessoas 
– Observa rostos atentamente 
– Começa a balbuciar, imitar sons e algumas expressões faciais
– Gosta de brincar, corresponde as sinais de afeto, apresenta choros diferentes para diferentes necessidades 
– Já busca pegar os objetos com a mão e pode chacoalhar e balançar brinquedos. 
– Segue coisas em movimento com os olhos de um lado para o outro 
– Costuma levar as mãos e objetos à boca
– Já pode reconhecer de longe pessoas e coisas que lhes são familiares 
– Segura bem sua cabeça sem apoio
– Pode começar a rolar 
– Empurra suas pernas quando os pés estão encostados em base firme

👩🏻‍⚕️ E aos 6 meses?
– Reconhece e estranha pessoas 
– Gosta de brincar e se ver no espelho 
– Responde expressões de emoções diferentes e tenta “conversar”, respondendo sons com sons. 
– Começa a duplica sílabas
– Responde ao próprio nome
– Começa a transferir objetos de mão e tenta alcançar o que está fora do alcance
– Começa a sentar-se sem apoio
– Quando de pé, apoia o peso sobre as pernas e pode tentar pular. 
– Balança para frente e para trás, tenta se arrastar, podendo começar engatinhando para trás 

Se você gostou, ou ficou alguma dúvida coloque aqui nos comentários. Nos próximos posts falaremos sobre as próximas fases

Bem vindos

Bem Vindos!! Sou Tatiana Lemos, mulher cristã, casada, mãe e médica pediatra, é um prazer ter você aqui. Com amor fiz este espaço para compartilhar dicas em pediatria, relacionamentos em família, a nossa vida moderna das multitarefas, e a jornada com Deus. Conto parte da minha vida na seção “sobre mim”, porque somos frutos da nossa história e das coisas que nos marcaram né, espia lá!

Você vai encontrar aqui um ebook sobre gratidão, baixe gratuitamente e veja seus dias por estas lentes. Eu acredito muito na importância de cultivarmos o hábito de agradecer a Deus, às pessoas, e tirar coisas boas e lições mesmo dos dias mais difíceis que enfrentamos, vivendo intensamente cada momento!

Também tenho um canal no Youtube onde você vai encontrar muitos conteúdos especiais nestas temáticas, se inscreve lá: “Dra Tati Lemos”

E ainda podemos nos falar pela página no Facebook e Instagram nos endereços: @dratatilemos

Vamos caminhar juntos?